EXERCÍCIOS PARA A MEMÓRIA

Uma das queixas mais comuns no consultório psiquiátrico é de dificuldades na memória.

Geralmente este sintoma faz parte de um quadro maior, como uma depressão. Mas, às vezes, é uma queixa isolada, e o paciente está preocupado: "será começo de Alzheimer?"

Normalmente, é apenas estresse. Nestes casos, descansar é o melhor remédio, e pode fazer com que a memória volte a funcionar normalmente.

Mas se, mesmo com repouso, a memória continua a falhar, é hora de aprofundar a investigação.

Contudo, algumas das pessoas que se queixam de dificuldades de memorização na verdade não têm problema algum, pois, fetos os testes, comprova-se que sua capacidade de memorizar está intacta. O que acontece com elas é que estão se cobrando demais, achando que deveriam memorizar tudo o que lêem. Geralmente estas queixas vêm de pessoas que estão se preparando para concursos, vestibular...

Para quem quer melhorar suas capacidades cognitivas, a revista Viva Saúde preparou um "programa", de 28 dias, com exercícios para a memória e para a mente, em geral.

Veja a reportagem aqui.

Como complemento: estudo aponta que a baixa exposição à luz solar está correlacionada aos sintomas cognitivos da depressão (aqui).


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SÍNDROME DE TRUMAN: REINVENTANDO A RODA

Os irmãos Ian Gold, psicólogo no Canadá, e Joel Gold, psiquiatra nos EUA, descreveram há pouco tempo a "síndrome de Truman". O nome do transtorno é uma referência ao filme "O Show de Truman", estrelado por Jim Carrey. No filme, o personagem principal, Truman, descobre que sua vida na verdade é uma farsa, que todos à sua volta são atores, que tudo é filmado e transmitido para a televisão.

Na síndrome de Truman, o acometido pensa que está sendo filmado, que sua vida é um "reality show". No Brasil, poderíamos chamar de "síndrome BBB", em referência ao popular programa Big Brother Brasil.

Os irmãos Gold estão reinventando a roda. O que eles descrevem já foi descrito por vários psiquiatras anteriormente. O que eles fizeram foi apenas dar este nome mais moderno.

Neste quadro psicopatológico, podemos ter vários sintomas associados, como:
* síndrome de Capgras (ou delírio de Capgras): a pessoa acredita que alguém próximo foi substituído por um impostor, um sósia;
* delírio de referência: acredita que os fatos ao seu redor têm ligação consigo (a televisão pode estar falando dele etc.);
* delírio de grandeza: sente-se importante por estar sendo "filmado";
* delírio persecutório: acredita que estão o perseguindo para fazer-lhe algum mal;
* alucinações: pode "ver" câmeras onde não existem.

Estes sintomas, psicóticos (delírios e alucinações), comumente levam ao diagnóstico de esquizofrenia. Fato é que o ambiente molda o sintoma, e com a profusão de câmeras de vigilância espalhadas pela cidade ("Sorria, você está sendo filmado!"), podemos realmente nos sentir muito vigiados. Os programas tipo reality show levam a vigilância ao extremo: 24 horas por dia.

Este ambiente moderno pode acabar alimentando o conteúdo do delírio, embora não seja a sua causa - esta é relacionado ou com problemas de vida graves ou com desequilíbrio em neurotransmissores (aumento de dopamina cerebral, especificamente).

Uma reportagem na revista Istoé de 05/12/08, que fala sobre a síndrome de Truman, tem alguns errinhos. Compreensíveis, pois não deve ter sido escrita por um psiquiatra. Fala, por exemplo, em "novo delírio paranóico", quando não há novidade aí. Casos semelhantes já foram vistos antes do relato dos irmãos Gold.

Afirma também que os psicanalistam chamam estes delírios de "delírios de influência". Ou os psicanalistas estão indo contra conceitos psiquiátricos bem estabelecidos ou a repórter não entendeu bem o que leu ou ouviu sobre este tipo de delírio. Nele a pessoa acredita que seus atos (ou pensamentos, ou emoções) não estão totalmente sob seu controle, e sim influenciados por outrem. Alguém faz ele pensar o que pensa, fazer o que faz etc. Isto é diferente do delírio de referência, este sim presente na síndrome de Truman.

Em suma, os irmãos Gold não descobriram nada de novo. Apenas deram um nome atual a um conjunto de sintomas que já foi muito bem descrito anteriormente.


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Casos clínicos em Psiquiatria, discussões em Psicopatologia: visite Cadernos de Psicopatologia


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MÚLTIPLA PERSONALIDADE: 12 JÁ É DEMAIS!

Um ex-jogador de futebol americano, Herschel Walker, lançou um livro ("Braking free") no qual conta o tormento que enfrentou sofrendo de múltiplas personalidades.

Walker não tem certeza de quantas personalidades possui, mas no livro são descritas pelo menos 12! O jogador que os torcedores viam em campo era apenas uma destas, a extremamente competitiva, que também o impeliu a praticar roleta-russa.

O casamento de wlaker acabou em 2001, após ter tentado enforcar a mulher. Antes, já tinha a ameaçado com uma faca. Ele afirma não se lembrar destes episódios.

O ex-jogador pensa que seus problemas começaram na infância, quando era ridicularizado por ser gordo e gago. Ele só procurou tratamento há poucos anos quando começou a sentir desejo de matar.


O que é o transtorno de personalidade múltipla?

O transtorno de personalidade múltipla também é chamado de transtorno dissociativo de identidade (o primeiro nome, na CID-10; o segundo, no DSM-IV - dois diferentes manuais de classificação dos transtornos mentais). Para alguns autores, este transtorno não existe, embora seja comum em filmes de ficção. Outros admitem sua existência, embora frisando que seja raro encontrarmos casos em que as duas (ou mais) personalidades sejam bem definidas, claramente diferentes uma da outra.

Uma das explicações para a fragmentação da personalidade é que ela funcionaria como um mecanismo de defesa contra vivências muito traumáticas. A mudança de personalidade geralmente acontece frente a alguma situação de estresse e geralmente ocorre rapidamente. Uma personalidade pouco se recorda da outra.

Há poucas pesquisas sobre tratamentos medicamentosos eficazes para o problema. A psicoterapia acaba sendo mais indicada.


(dados: reportagem Istoé de 23/04/08)


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PESQUISAS EM PSICOPATOLOGIA: INTELIGÊNCIA E MEMÓRIA

Um estudo feito por cientistas americanos e publicado na revista "Neurobiology of Aging" descobriu que algumas funções cognitivas começam a declinar por volta dos 27 anos, após atingirem um pico de eficiência na idade de 22 anos.

A pesquisa envolveu 2 mil voluntários saudáveis, dos 18 aos 60 anos, e durou sete anos.

As funções mentais que começaram a declinar antes dos 30 anos foram o raciocínio, a agilidade mental e a visualização espacial.

A memória começa a ter prejuízos após os 37 anos.

Já as habilidades que são fundamentadas em acúmulo de informações, como testes de vocabulário e conhecimentos gerais, nestas os resultados foram progressivamente bons até aos 60 anos.


O estudo sugere implicações para a prática clínica. Caso se confirme que certos declínios realmente comecem tão cedo, prevenção, rastreamento e tratamento dos mesmos também deveriam começar bem mais precocemente.


(com informações do UOL)


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PESQUISAS EM PSICOPATOLOGIA: PERCEPÇÃO

Pessoas isoladas socialmente sentem mais frio, diz estudo

Dois estudos realizados por um grupo de pesquisadores canadenses concluíram que as pessoas mais solitárias, assim como as que se sentem "perdedoras", sentem mais frio (e tendem a preferir bebidas mais quentes).
Pediram aos voluntários que estimassem a temperatura da sala em que estavam. Os "chutes" variaram de 12 a 40 graus Celsius (a reportagem não fala a temperatura real da sala). Os mais solitários estimaram temperaturas mais baixas que o grupo dos mais amparados socialmente.

O estudo aparentemente entra com honras naquela categoria de pesquisas inúteis. Mas faz pensar algumas coisas. O que acho mais interessante neste estudo não é sua conclusão, de que os mais isolados sentem mais frio, mas a discrepância entre as estimativas de temperatura. Pois 12 graus é muito frio, e 40 graus é muito quente!
Acredito que tal discrepância não se deva apenas às diferenças de humor entre os participantes, mas também a fatores relacionados à cultura. Pessoas menos atentas a noticiários sobre metereologia podem não ter formado uma idéia mais apurada da correlação entre o que sentem e o que o termômetro marca. Talvez daí venham "chutes" de temperatura tão bizarros.
Para diminuir esse efeito da cultura nos resultados da pesquisa, o ideal é que antes da coleta dos dados houvesse sido feito um treinamento com os participantes, colocando-os em salas com diferentes temperaturas e informando a eles: esta sala está a tantos graus. A reportagem não diz se foi feito esse procedimento, mas creio que não.

É possível uma discussão ainda mais aprofundada sobre o estudo. Suponhamos que o termômetro lá fora marque 25oC. Os mais isolados sentirão muito frio (enquanto os socialmente mais desenvolvidos acharam a temperatura amena). Mas, se os solitários olharem o termômetro, verão ele marcar 25oC, assim como os que não sentirão frio. Ou seja, os isolados aprenderão que 25oC é "muito frio". E, todas as vezes que sentirem aquele frio, no futuro, deverão pensar que a temperatura deve estar por volta dos 25oC. Já os menos solitários sentirão o clima ameno e também deverão pensar que a temperatura está por volta dos 25oC.
Desta forma, a estimativa de temperatura deveria ser a mesma para os dois grupos, embora sintam coisas diferentes. O que pode explicar, então, os resultados vistos no estudo?!
Penso na seguinte hipótese: talvez aprendamos relativamente cedo a correlacionar a temperatura que sentimos com o número marcado termômetro, e o isolamento social surja posteriormente. A solidão traria a sensação de frio, e então o solitário realmente pensaria que o termômetro abaixou.
Mas pode haver outras explicações..



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PSICOPATOLOGIA


GERAL





Fernando César Oliveira Costa

escrito em: 2004 - 2008


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* material registrado na Biblioteca Nacional
* permitido reproduções, desde que citada a fonte

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"PSICOPATOLOGIA GERAL" - ÍNDICE GERAL

capa
Apresentação

Introdução
Psicopatologia: definição, divisões e importância; conceito de transtorno mental
História da Psicopatologia
Metodologia da Psicopatologia - a Fenomenologia

Principais funções mentais estudadas na Psicopatologia

Parte I: PSICOPATOLOGIA GERAL (estudo das funções mentais)
Aparência geral
Consciência
Atenção
Inteligência
Cultura
Orientação


.

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"PSICOPATOLOGIA GERAL" - APRESENTAÇÃO

O material que deu origem a este livro foi preparado, inicialmente, como base para as aulas de Psicopatologia do curso universitário de Psicologia.
Julgamos necessária a sua realização ao notarmos que os livros de Psicopatologia existentes no mercado, apesar de muito bons, destinam-se em geral para psiquiatras, ou melhor, para o médico que está especializando-se em Psiquiatria. Na sua formação em Psiquiatria, o médico tem contato diário com pacientes que possuem transtorno mental, podendo sedimentar com facilidade o aprendizado teórico da Psicopatologia.
Os livros clássicos de Psicopatologia trazem uma abundância de nomes para as alterações das funções mentais. Estes nomes muitas vezes apontam fenômenos pouco comuns. Em outros casos, vários nomes diferentes são dados para o mesmo fenômeno.
Se utilizássemos esse material didático, já existente, como base teórica da disciplina de Psicopatologia no curso de Psicologia ou em qualquer outro cujo contato com a prática psiquiátrica fosse escasso, correríamos o risco de perder o foco, se não aproveitássemos o tempo disponível para falarmos do que é mais importante, do essencial.
Buscamos, portanto, reestruturar o conhecimento já sedimentado em um formato mais simples e, esperamos, compreensível.
Sabemos que quanto mais intrincado o assunto, menores as chances de que, passado algum tempo, quem o estudou lembre-se de seus pormenores. E o que temos como objetivo é exatamente o contrário: facilitar o estudo a ponto de tornar a disciplina útil, o que, em última análise, significa que possa ser "carregada" pelos estudantes, em suas mentes, no decorrer do tempo.
Obviamente, sabemos que isto pode significar um "empobrecimento" da Psicopatologia. Porém acreditamos que a questão pode ser vista de outra maneira: estamos querendo apenas facilitar a entrada na Psicopatologia. Nada impede que, a partir daí, continuem-se estudos mais aprofundados.

* * *


Iniciamos nosso livro por uma Introdução à Psicopatologia, onde, após uma breve história da disciplina, procuramos construir uma definição do que é uma função mental, além de diferenciarmos sintomas de transtornos.
Segue-se, então, a primeira das duas partes principais do livro, a "Psicopatologia Geral", onde estudamos, separadamente, cada função mental (memória, inteligência, orientação etc.), definindo-as, comentando suas variações normais e doentias, e descrevendo os métodos básicos de investigação desta função mental.
Na próxima parte, "Psicopatologia Especial", estudamos, enfim, os transtornos mentais, ou seja, as doenças. Um transtorno é a soma de vários sintomas. Por isto fez-se necessário que estudássemos primeiramente estes para podermos chegar, então, à descrição dos transtornos mentais.
Após o término do estudo dos transtornos, temos um "Caderno de Exercícios" (e um "Caderno de Respostas"). São alguns casos clínicos, resumidos, que servem para o leitor estudante testar, de alguma maneira, a absorção dos conceitos explicados no decorrer do livro, assim como também visam auxiliar no aprendizado, pois servem como exemplos, reais, das definições catalogadas nas partes de Psicopatologia Geral e Especial. (Este Caderno de Exercício é outro diferencial em relação aos livros clássicos de Psicopatologia, que não o possuem.)
Além disto, como um apêndice, discorremos um pouco, no final do livro, sobre Neuropsicologia, ou seja, a ligação entre as funções mentais e áreas cerebrais. Os livros mais antigos não tinham como alongar-se sobre o assunto, pois este "mapeamento" do cérebro é algo recente, possibilitado pelo desenvolvimento de modernos aparelhos que permitem "visualizar" o cérebro em funcionamento. Julgamos interessante a presença deste material porque propicia, ao leitor, uma visão mais "concreta" dos processos mentais.

* * *


Enfim, esperamos, e desejamos, que a leitura seja leve e, especialmente, útil a todos!



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PSICOPATOLOGIA: DEFINIÇÃO, DIVISÕES E IMPORTÂNCIA; CONCEITO DE TRANSTORNO MENTAL

DEFINIÇÃO DE PSICOPATOLOGIA

A palavra "psicopatologia" vem da junção dos radicais:
* psico = mente;
* pato = doença, transtorno;
* logia = estudo.
Logo, Psicopatologia é o estudo dos transtornos mentais.

A Psicopatologia estuda especialmente como são os transtornos, não a sua causa ou tratamento. Procura, portanto, estudar as manifestações clínicas das doenças mentais.
É um estudo descritivo dos transtornos, então, e não explicativo.


O CONCEITO DE "TRANSTORNO MENTAL"

Obs: hoje, em Psiquiatria, usa-se preferencialmente o termo "transtorno mental" ao invés de "doença mental" (entre outros motivos, para tentar reduzir o preconceito contra o "doente mental").

O conceito de "transtorno mental" é um tema polêmico.
De uma maneira ampla, são consideradas doentias as seguintes situações:
* sofrimento psíquico – referido pela própria pessoa; o indivíduo não se sente bem, mentalmente. Exemplos: depressão, ansiedade;
* desadaptação funcional – prejuízo ao pleno desenvolvimento laborativo (capacidade de trabalhar), afetivo etc. Há incapacidade parcial ou plena para estas atividades. Exs.: esquizofrenia, retardo mental;
* desadaptação social – o comportamento do acometido causa problemas para outras pessoas, embora o mesmo possa não se queixar de nada ou não reconhecer estar "doente". Pode haver agressividade verbal ou física, comportamento inadequado etc. Exs.: esquizofrenia, retardo mental, hiperatividade, alcoolismo.

Ou seja, em geral são considerados doentios os estados que trazem sofrimento e / ou prejuízo para a pessoa e / ou para a sociedade.
E, como visto, um transtorno pode causar diferentes tipos de problemas.


DIVISÕES DA PSICOPATOLOGIA

A Psicopatologia costuma ser dividida em:
* Psicopatologia Geral: estudo das funções mentais (ex.: memória, pensamento, humor, orientação, inteligência etc.);
* Psicopatologia Especial: estudo das alterações das funções mentais em cada transtorno (ex.: alterações psicopatológicas na depressão, esquizofrenia, demência, retardo mental etc.).


IMPORTÂNCIA DA PSICOPATOLOGIA

A Psicopatologia, quando nasceu, como um estudo da mente adoecida, não trazia muitos resultados práticos para os pacientes, visto que os tratamentos eram, em sua maioria, ineficazes.
Hoje, é uma disciplina particularmente importante porque para quase todo transtorno mental há um tratamento específico. Daí a necessidade de um diagnóstico correto. E este só é possível com um bom conhecimento de Psicopatologia.

Outro fator que demonstra a importância da disciplina é a questão jurídica: o diagnóstico de alguns transtornos mentais pode mudar a pena do acusado de determinado crime.

A importância da Psicopatologia deve ser vista em um contexto mais amplo. Ela não é necessária apenas para o profissional que irá trabalhar diretamente com pessoas que padecem de algum transtorno mental. Estima-se que até um terço das pessoas irá sofrer de algum transtorno mental no decorrer de suas vidas (desde os mais leves, como a ansiedade, aos mais graves, como a demência). Sendo assim, qualquer um de nós poderá ser vítima de algum destes transtornos, ou ter algum colega ou familiar acometido. Quanto antes feito uma hipótese diagnóstica, e procurado o tratamento, melhor será o desfecho do caso. Sendo assim, conhecimentos sobre transtornos mentais são úteis a qualquer pessoa.

E, por fim, há um lado humanista neste saber. Ao "descobrirmos" que certos comportamentos são decorrentes de um transtorno mental, e não simples "capricho" de uma pessoa, podemos adotar uma atitudes mais compreensivas para com ela.



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